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Você vai ler sobre a decisão judicial que permite à Dominion Energy retomar a construção do grande parque eólico offshore em Portsmouth; componentes agora serão transportados para instalação. A matéria explica o fim da suspensão federal temporária e o impacto na energia, nos empregos locais e na cadeia de decisões para outros projetos na costa leste.
- Juiz federal autorizou retomada das obras do parque eólico offshore da Virgínia
- Obras haviam sido suspensas por ordem federal que citava riscos à segurança nacional
- Dominion disse ter feito grande investimento e sofrer perdas diárias com a paralisação
- Operador de rede e sindicatos apoiaram a retomada por risco à oferta de energia e ao emprego
- Governo ainda pode recorrer e a disputa judicial segue em andamento
Juiz autoriza retomada de obras do parque eólico offshore da Virgínia
Um juiz federal liberou, em 16 de janeiro de 2026, a retomada da construção do maior parque eólico offshore dos EUA, o Coastal Virginia Offshore Wind (CVOW). Isso significa que os trabalhos parados desde a ordem de suspensão de 22 de dezembro de 2025 poderão ser reiniciados enquanto a disputa judicial prossegue. Decisões recentes de tribunais sobre licenças e reavaliações de projetos similares ajudam a contextualizar esse cenário regional (casos de reavaliação judicial de licenças).
Decisão judicial e impacto imediato
- O juiz Jamar Walker concedeu uma injunção preliminar que suspende os efeitos da ordem federal de paralisação.
- A suspensão original havia sido motivada por alegações de segurança nacional apresentadas pelo Departamento de Defesa; essa estratégia de paralisação já afetou outros projetos e foi alvo de críticas (paralisações por argumentos de segurança nacional).
- A corte considerou que a ordem foi ampla demais e visava mais a operação dos parques do que a construção, permitindo que a obra prossiga por ora.
- Para consumidores, operadores e centros de dados da região, a decisão reduz o risco imediato de atrasos na entrada de nova energia ao sistema; os efeitos financeiros e de confiabilidade do projeto já vinham sendo monitorados por especialistas (impactos financeiros da construção de parques eólicos).
Contexto regional e decisões similares
- A decisão segue a liberação, mais cedo na semana, de dois outros projetos: Revolution Wind (704 MW) e Empire Wind (810 MW). Casos de judicialização de parques na costa leste têm sido frequentes, com governos federais buscando reavaliar licenças em alguns processos (políticas federais que miraram licenças de projetos).
- Duas paralisações ainda aguardam decisões judiciais: Sunrise Wind (924 MW) e Vineyard Wind (800 MW).
- O operador de rede PJM Interconnection, que atende 13 estados, manifestou apoio ao CVOW, alertando que atrasos prejudicariam a confiabilidade elétrica para milhões de consumidores.
Estado do projeto e números relevantes
Você pode consultar os principais dados do projeto na tabela abaixo:
| Item | Valor |
|---|---|
| Capacidade | 2,6 GW |
| Turbinas | 176 |
| Investimento até agora | US$ 8,9 bilhões |
| Custo total estimado | US$ 11,2 bilhões |
| Progresso | ~60% concluído |
| Perda estimada com paralisação | US$ 5 milhões/dia |
| Componentes em porto | Monopilhas e fundações das subestações prontas; instalação de turbinas em início |
- Segundo representantes do projeto, a entrega das primeiras megawatts à rede pode ocorrer nas próximas semanas, se a retomada seguir conforme planejado.
- O trabalho interrompido incluía montagem de componentes no porto de Portsmouth, Virgínia; a logística portuária e os investimentos em infraestrutura costeira têm papel central na execução desses projetos (obras e contratos de infraestrutura na Virgínia).
Reações e próximos passos
- Desenvolvedores afirmam que riscos de interferência de radar foram identificados e tratados em fases anteriores e que o projeto já contava com aprovações técnicas; questões ambientais e de coordenação regional também foram discutidas com autoridades locais (acompanhamento de acordos ambientais na baía de Chesapeake e avaliações de impacto ambiental).
- Sindicatos apoiaram a retomada, destacando a volta de empregos e a continuidade da construção de infraestrutura energética doméstica (impacto das decisões judiciais sobre empregos locais).
- A administração federal afirmou esperar sucesso em suas alegações legais, sem confirmar se recorrerá da decisão; o quadro reflete mudanças de política que vêm afetando projetos de energia limpa em Washington (contexto político e seus efeitos sobre energia limpa).
- A Dominion continuará o processo judicial contra agências federais, buscando uma solução definitiva enquanto reinicia as obras de forma segura; casos semelhantes têm sido levados a reavaliações judiciais e administrativas (precedentes de reavaliação de licenças).
Conclusão
A decisão judicial que autoriza a retomada das obras do CVOW traz alívio no curto prazo: reduz o risco imediato de atraso na entrada de nova energia, preserva empregos e protege bilhões em investimentos já aplicados. Ainda assim, a disputa continua — o governo pode recorrer e a segurança jurídica do projeto segue em aberto. Na prática, as obras avançam, componentes deixarão o porto de Portsmouth e a montagem segue, mas o resultado final dependerá do desfecho judicial.
Fique atento: a obra avança, mas o cenário pode mudar. Quer acompanhar como essa história impacta energia, economia e emprego? Leia mais em dicasdereforma.com.br.

Adalberto Mendes, um nome que ressoa com a solidez do concreto e a precisão dos cálculos estruturais, personifica a união entre a teoria e a prática da engenharia. Professor dedicado e proprietário de uma bem-sucedida empresa de construção, sua trajetória é marcada por uma paixão que floresceu na infância, alimentada pelo sonho de erguer edifícios que moldassem o horizonte. Essa fascinação precoce o impulsionou a trilhar o caminho da engenharia, culminando em uma carreira onde a sala de aula e o canteiro de obras se complementam, refletindo seu compromisso tanto com a formação de novos profissionais quanto com a materialização de projetos ambiciosos.
