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Neste artigo mostramos como o emprego na construção caiu em dezembro, deixando o setor com um ganho anual fraco. Apresentamos os segmentos que perderam vagas e os que tiveram leve recuperação, além dos riscos que podem afetar negócios — escassez de mão de obra, atrasos em projetos e pressão sobre custos e salários — e recomendações práticas para gestores e empreendedores do setor.
- Queda de empregos na construção
- Ganho anual muito fraco
- Não residencial perdeu vagas enquanto engenharia civil teve aumento
- Contratantes residenciais reduziram quadro de pessoal
- Escassez de mão de obra e adiamento de projetos podem travar a recuperação
Empregos na construção caem 11.000 em dezembro; ganho anual limitado
O Bureau of Labor Statistics (BLS) informou queda de 11.000 vagas no setor de construção em dezembro de 2025. No ano completo, o setor registrou aumento modesto de 15.000 trabalhadores, equivalente a cerca de 0,2% de crescimento.
Resumo dos números principais
Você encontra abaixo os pontos essenciais do relatório:
- Perda em dezembro: 11.000 postos.
- Ganho anual (2025): 15.000 empregos (0,2%).
- Taxa de desemprego no setor: 5,0% (taxa nacional 4,4%).
- Aumento salarial: 4,5% ano a ano para trabalhadores de produção e não supervisores em novembro e dezembro.
Detalhes por setor
| Setor | Variação em dezembro |
|---|---|
| Engenharia pesada e civil | 2.300 |
| Empreiteiros de serviços especializados (total) | -7.800 |
| — Não residencial (serviços especializados) | -8.900 |
| — Residencial (serviços especializados) | 1.100 |
| Empreiteiros de construção (total) | -5.400 |
| — Residencial (construtores) | -4.200 |
| — Não residencial (construtores) | -1.200 |
Apenas engenharia pesada e civil gerou vagas no mês; o segmento de serviços especializados não residenciais registrou a maior queda.
Contexto e análise de especialistas
- Economistas do setor apontam que, excluindo o primeiro ano da pandemia, 2025 foi o pior desempenho anual desde 2011, quando o setor ainda sofria efeitos da Grande Recessão.
- Associações da indústria relatam que a demanda por serviços não residenciais perdeu força no fim do ano, reduzindo decisões de novos contratos.
- Analistas atribuem parte da retração a mudanças em políticas econômicas que levaram proprietários a adiar decisões sobre novos projetos; o adiamento tem impacto direto sobre contratação e fluxo de caixa.
- Líderes do setor dizem que muitas empresas estão prontas a ampliar quadro, mas a escassez de mão de obra qualificada e a falta de investimento em formação federal são barreiras relevantes. Para recuperar trabalhadores, há abordagens práticas sobre como trazer profissionais de volta ao setor e estratégias de recrutamento específicas para engenharia (tendências de recrutamento).
Riscos e fatores que afetam sua atividade
- Escassez de mão de obra: estimativas indicam que cerca de 41% da força de trabalho pode se aposentar até 2031, pressionando contratação e salários; veja análises sobre o impacto da falta de profissionais na construção neste estudo.
- Custo de mão de obra: a falta de profissionais pode forçar aumentos salariais de dois dígitos em alguns segmentos; recomendações para controlar custos e inovar sob pressão estão disponíveis em sugestões práticas para empresas.
- Decisões de investimento: proprietários que adiam projetos reduzem oportunidades de emprego, sobretudo na construção não residencial — situações similares e quedas de vagas já foram registradas em relatos como quedas anteriores do mercado.
- Ambiente de juros: projeções do governo apontam cortes em juros de curto prazo em 2026, mas expectativa de leve alta nos rendimentos do título de 10 anos, o que pode manter custos de financiamento elevados; orientações para aumentar capacidade e resiliência diante de custos mais altos estão em como aumentar capacidade e resiliência.
- Política de imigração e contratação externa: restrições migratórias podem dificultar a reposição de mão de obra; há análises sobre como mudanças na política de imigração afetam a disponibilidade de trabalhadores e opções de vistos para projetos em políticas de imigração e opções de visto para contratação.
Conclusão
A queda de 11.000 vagas em dezembro e o ganho anual fraco de 15.000 empregos (≈0,2%) são um alerta: a recuperação da construção está mais lenta do que muitos esperavam. Só a engenharia pesada e civil mostrou fôlego; serviços especializados não residenciais foi o principal responsável pela retração.
Para mitigar riscos, revise seus planos: priorize planejamento de mão de obra, controle de custos e estratégias para lidar com projetos adiados. Reforce a capacitação da equipe e avalie abordagens para mudanças de carreira e formação técnica em orientações de carreira, avalie contratos e prazos com rigor e proteja sua liquidez. Pequenos ajustes agora podem evitar problemas maiores depois — é prudente “guardar o guarda-chuva”.
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Adalberto Mendes, um nome que ressoa com a solidez do concreto e a precisão dos cálculos estruturais, personifica a união entre a teoria e a prática da engenharia. Professor dedicado e proprietário de uma bem-sucedida empresa de construção, sua trajetória é marcada por uma paixão que floresceu na infância, alimentada pelo sonho de erguer edifícios que moldassem o horizonte. Essa fascinação precoce o impulsionou a trilhar o caminho da engenharia, culminando em uma carreira onde a sala de aula e o canteiro de obras se complementam, refletindo seu compromisso tanto com a formação de novos profissionais quanto com a materialização de projetos ambiciosos.
