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Tijolos de micélio: fungos como o isolante térmico do futuro
Você vai descobrir o que é micélio e como ele se transforma em tijolo sustentável usando resíduos como substrato. Entenda o básico do cultivo, as propriedades térmicas e a condutividade que importam para seu projeto. Receba dados práticos, evidência técnica e exemplos reais como Hy‑Fi, além de empresas referência como Ecovative e MOGU. Veja como essa solução reduz carbono incorporado, baixa emissões de VOCs, melhora o conforto térmico e diminui o impacto climático. Também ficará por dentro de produção em obra, controles de qualidade, normas e passos práticos para adotar essa inovação. Prepare‑se para aplicar uma solução verde, viável e transformadora no seu próximo projeto.
Principales conclusions
- Tijolos de micélio podem ser usados como isolamento eficiente.
- A produção aproveita resíduos agrícolas, reduzindo emissões e entulho.
- Ambientes ficam mais frescos no verão e mais quentes no inverno.
- Há potencial de redução de custos energéticos e de carbono incorporado.
- Material biodegradável, renovável e com baixa emissão de VOCs.
O que é micélio e tijolos sustentáveis
O micélio é a rede de filamentos dos fungos — uma “cola viva” que consome resíduos agrícolas e conecta partículas formando um material sólido, leve e poroso. Em obras, o micélio atua como biomaterial para blocos e painéis com boa isolação térmica, baixa energia incorporada e alta biodegradabilidade. Tijolos de micélio: fungos como o isolante térmico do futuro não é só um slogan — é uma rota prática para reduzir o impacto climático e melhorar o conforto dos moradores.
Projetos como o Hy‑Fi (MoMA PS1) e aplicações comerciais da Ecovative e MOGU mostram viabilidade prática: peças estéticas, painéis e blocos que aliviam a carga ambiental sem comprometer o conforto. A transição requer testes, parceria com biólogos e planejamento de obra, além da integração com outras tecnologias na construção que protegem clima e moradores, mas o resultado pode ser concreto — ambientes mais estáveis termicamente e cidades com menor pegada de carbono.
Micélio como biomaterial simples
O micélio cresce em substratos orgânicos e conecta partículas formando uma matriz porosa que prende ar — a base do isolamento térmico. Paredes de micélio ajudam a amortecer trocas térmicas e sonoras. Produzido à temperatura ambiente, o processo demanda pouca energia, reduzindo CO2 incorporado. O desafio técnico é controlar umidade e acabamento; com protocolos padronizados, é possível aplicar com segurança em projetos reais.
Como resíduos viram substrato para tijolos
Resíduos como serragem, palha, casca de arroz e borra de café alimentam o micélio. Fluxo básico:
- Coleta e preparo do substrato (limpeza e pasteurização).
- Inoculação com micélio (inóculo).
- Crescimento em moldes até colonização total.
- Secagem/ cura controlada para estabilizar o bloco.
- Acabamento e testes (umidade, resistência, fogo).
Esse ciclo transforma rejeitos locais em material de construção, reduz custos de transporte e cria cadeias curtas de abastecimento — uma prática alinhada com princípios de economia circular na construção e redução de resíduos.
Conceitos básicos
- Micélio: rede de fungos que une partículas.
- Substrato: resíduo alimentador (serragem, palha, borra de café).
- Bloco de micélio: substrato colonizado e seco.
- Condutividade térmica (λ): medida do isolamento.
- Biodegradabilidade: retorno ao solo no fim da vida útil.
Propriedades térmicas do micélio como isolante
O micélio forma uma estrutura que aprisiona ar, reduzindo condução de calor. Em protótipos como o Hy‑Fi, blocos mostraram isolamento comparável a alguns materiais tradicionais, com baixa densidade e boa gestão térmica. A condutividade térmica varia com densidade e umidade; por isso é essencial ajustar receita e cura para o clima local.
A vantagem principal é a menor emissão de carbono incorporado quando comparado a espumas sintéticas e materiais cerâmicos, além de ganhos em acústica e regulação de umidade.
Isolante micélio vs materiais comuns
- Vantagens do micélio: baixa pegada ambiental, biodegradabilidade, uso de resíduos locais, menor emissão de VOCs.
- Limitações: variação de desempenho conforme densidade/umidade; sensibilidade à água sem tratamento.
- Estratégia prática: uso combinado com barreiras de vapor, revestimentos e camadas incombustíveis quando necessário — ou em combinação com soluções como painéis naturais de isolamento e sistemas de fachada adequados, por exemplo revestimentos ventilados.
Dados essenciais para projeto
- Densidade: 50–200 kg/m³
- Condutividade térmica (λ): ~0,03–0,06 W/m·K
- Espessura prática: 50–200 mm
- Tempos de cura: 3–14 dias (incubação 5–14 dias; secagem 2–7 dias)
- Tratamento: selagem para umidade e fogo
- Ensaios: compressão, absorção de água, envelhecimento acelerado
Tijolos de micélio: fungos como o isolante térmico do futuro
A imagem dos tijolos de micélio — a teia branca colonizando resíduos — resume a proposta: blocos leves que reduzem emissões na produção, absorvem carbono enquanto crescem e retornam ao solo ao fim da vida útil. Na prática, diminuem a necessidade de aquecimento e refrigeração, traduzindo-se em conforto e contas de energia menores para moradores. Tanto em pavilhões experimentais quanto em produtos comerciais, a tecnologia já passou do laboratório para aplicações reais.
Evidência técnica
Estudos laboratoriais e protótipos indicam que, com densidade e mistura adequadas, blocos de micélio competem no desempenho térmico. Há também ganhos acústicos e variação mecânica: alguns blocos servem para enchimento e isolamento; outros, reforçados, atuam de forma semi-estrutural. Tratamentos para resistência ao fogo e à água fazem parte do processo técnico.
Onde a pesquisa confirma o potencial
Universidades e centros de inovação na América do Norte, Europa e centros acadêmicos do Brasil publicam resultados positivos. Empresas privadas padronizam protocolos e produtos, facilitando a comparação com requisitos normativos e a adoção em projetos. Consulte estudos de caso e experiências práticas em études de cas sur les travaux et le climat e em relatórios que analisam repercussões ambientais de projetos de construção.
Mensagem direta: pilote painéis internos ou áreas comuns, documente temperatura e conforto, envolva moradores e fornecedores (Ecovative, laboratórios locais) e planeje tratamentos contra umidade antes de escalar.
Como a construção com micélio reduz emissões e impacto climático
Optar por micélio reduz energia industrial e emissões associadas à fabricação de cimento e cerâmica. Menor carbono incorporado, uso de resíduos locais e produção a baixa temperatura tornam o micélio atraente para redução de pegada ambiental. Além disso, ao melhorar o conforto térmico, diminui a demanda por sistemas ativos, reduzindo consumo energético e pressão sobre redes nas ondas de calor/frio.
Menor embodied carbon
Como o micélio cresce à temperatura ambiente e usa substratos residuais, o carbono incorporado tende a ser bem menor que em blocos de concreto ou cerâmica. Substituições parciais podem reduzir toneladas de CO2 por projeto, especialmente em construções repetitivas — alinhando‑se a iniciativas sobre alternativas de baixo carbono ao cimento Portland e a tecnologias emergentes como concreto que sequestra carbono.
Redução de resíduos e fim de vida
Tijolos e painéis de micélio são biodegradáveis: no fim da vida retornam ao solo sem gerar entulho tóxico. Isso reduz custos de demolição, trânsito de caminhões e impactos para vizinhança, contribuindo para melhores resultados em projetos com foco em iniciativas verdes em obras públicas e políticas de mitigação climática.
Saúde dos moradores e conforto com isolantes ecológicos
Materiais isolantes ecológicos, incluindo o micélio, controlam temperatura e umidade e limitam compostos orgânicos voláteis (VOCs) no ar interior. Produtos à base de fungos liberam pouquíssimos VOCs comparados a espumas sintéticas, contribuindo para ar interior mais limpo e menos sintomas respiratórios. Integrados a estratégias de conforto térmico passivo (orientação solar, sombreamento, massa térmica), promovem bem‑estar, sono de melhor qualidade e redução de estresse. Essas estratégias fazem parte do que se discute sobre como a construção pode ajudar na mitigação climática e na melhoria da qualidade de vida urbana.
Casos e obras que inspiram bioconstrução com micélio
A bioconstrução com micélio tem exemplos práticos:
- Hy‑Fi (MoMA PS1): pavilhão temporário que demonstrou estética, isolamento e desafios (umidade, durabilidade).
- Ecovative: organização que levou pesquisa a produtos comerciais com dados de desempenho.
- MOGU: painéis acústicos e isolantes usados em interiores.
Estude esses casos para entender montagem, logística e tratamentos aplicáveis; compare com outros estudos e repercussões sobre projetos de construção em repercussões ambientais de projetos de construção.
Processo e escala: produzir tijolos sustentáveis em obra
Produzir tijolos de micélio na obra reduz transporte e emissões. Fluxo no canteiro: preparação do substrato, inoculação limpa, incubação em moldes, cura/ secagem e integração dos blocos à construção. Módulos pequenos de produção crescem com a obra, permitindo entrega sincronizada.
Passos práticos: preparação do substrato, inoculação, incubação controlada, cura e secagem; logística para uso no ciclo construtivo.
Matéria‑prima e controle do substrato
Use resíduos locais (serragem, bagaço de cana, casca de arroz, palha). Misturas com 10–20% de farelo/grãos aceleram crescimento. Controle crítico: umidade, tamanho de partícula, pasteurização e pH para evitar contaminação.
Tempo de cultivo, cura e controle de qualidade
- Incubação: 5–14 dias (varia com temperatura/umidade).
- Cura/secagem: 2–7 dias para interromper crescimento e estabilizar propriedades.
- Controles: massa volumétrica, condutividade térmica, ensaios de compressão básicos.
- Infraestrutura mínima: espaço limpo e seco, suprimento de resíduos, fonte de micélio, controle de temperatura/umidade e pessoal treinado.
Produzir em obra exige organização similar a outras tecnologias de baixo carbono e inovação construtiva — consulte comparativos de viabilidade com materiais como madeira engenheirada (CLT) para entender trade‑offs de logística e escala.
Norma, segurança e ensaios
Antes de adotar, mapeie normas locais (ABNT/NBR no Brasil, EN/ISO na Europa) e encomende ensaios laboratoriais. Segurança abrange qualidade do ar, resistência à umidade, durabilidade e riscos biológicos. Planeje monitoramento pós‑ocupação e programas de manutenção.
Ensaios necessários
- Compressão axial; flexão e tração; creep e fadiga.
- Absorção de água e índice de porosidade.
- Envelhecimento acelerado (ciclos úmido‑seco, congelamento/descongelamento).
- Reação ao fogo (classificação conforme norma local), fumaça e toxicidade.
Combine com revestimentos incombustíveis e laudos para aprovação por autoridades e corpo de bombeiros. Para a adoção institucional, é útil alinhar processos com práticas reconhecidas em sustentabilidade na engenharia civil e o papel da engenharia na proteção climática.
Viabilidade econômica e passos para adoção
No curto prazo, custos incluem pesquisa, moldes e certificação. Em escala repetitiva, custo por m² tende a cair. Avalie ciclo de vida (produção, transporte, uso e descarte): micélio frequentemente vence por menor energia embutida e fim de vida menos oneroso.
Passos recomendados:
- Teste em pequena escala (protótipo).
- Parceria com laboratório/fornecedor.
- Piloto em ambiente controlado (cômodo, fachada).
- Medir R‑valor, custo por m² e redução estimada de consumo energético.
Custos iniciais vs economia de longo prazo
Custos iniciais: desenvolvimento, logística, certificação. Benefícios de longo prazo: redução de consumo energético, menor manutenção, descarte mais barato/compostagem. Em horizontes de 10–20 anos, retorno pode ser vantajoso, especialmente em projetos sociais e educacionais.
Integração e aceitação do mercado
Converse cedo com engenheiros, arquitetos e autoridades locais. Use ensaios, fotos e medições reais para convencer stakeholders. A aceitação cresce com casos de sucesso, feiras e parcerias locais. Observe como projetos bem planejados minimizam impactos sociais e melhoram qualidade de vida, tema tratado em análises sobre obras e qualidade de vida nas áreas urbanas e sobre custos sociais de obras mal planejadas.
Passos práticos para implementar: protótipo controlado, documentação, padronização com laboratório/fornecedor e piloto residencial.
Conclusion
O micélio é uma solução prática e escalável para isolamento: uma cola viva que transforma resíduos em isolamento térmico leve, de baixo carbono e com menor emissão de VOCs. Resultado: mais conforto para moradores e menos impacto climático. Comece pequeno: faça testes e pilotos, envolva parceiros (laboratórios, fornecedores), siga normas, controle umidade, valide condutividade térmica e proteja contra fogo e água. No dia a dia da construção, o micélio pode reduzir custos energéticos, diminuir entulho e entregar espaços mais saudáveis. Aposte nessa inovação: experimente, documente e escale. Tijolos de micélio: fungos como o isolante térmico do futuro é uma meta prática e aplicável.
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Questions fréquemment posées
- O que são tijolos de micélio?
Blocos feitos do corpo branco do fungo que funcionam como isolante leve e sustentável.
- Como o micélio isola o calor?
A estrutura fibrosa e porosa prende ar, reduzindo a troca térmica.
- Eles são mais eficientes que lã de vidro?
Podem ser comparáveis em algumas faixas; desempenho depende de densidade, umidade e aplicação. Compare com outros isolantes como a lã de vidro ou aerogel para definir a melhor solução por projeto.
- Os tijolos de micélio pegam fogo facilmente?
São materiais orgânicos e inflamabilidade varia; tratamentos e revestimentos aumentam resistência ao fogo. Ensaios são obrigatórios para uso estrutural.
- Quanto tempo duram?
Bem tratados, duram anos; evite exposição contínua à umidade.
- Como é a manutenção?
Limpeza simples e proteção contra água; reparos semelhantes a outros materiais porosos.
- Eles resistem à água?
Não totalmente sem tratamento; aplicam‑se selagens ou revestimentos hidrofóbicos.
- São seguros para a saúde?
Sim, quando processados corretamente; controle de contaminação evita mofo e partículas soltas.
- Qual o custo comparado a isolantes tradicionais?
Pode ser competitivo em escala; avalie ciclo de vida para comparar custos reais.
- Posso usar em paredes externas?
Sim, com proteções contra umidade e revestimentos adequados, como em fachadas ventiladas.
- Como é a produção em escala?
É escalável; empresas já produzem painéis e blocos comerciais.
- Onde comprar?
Procure startups e fornecedores especializados (ex.: Ecovative) ou produtores locais que adotem protocolos certificados.
- Por que escolher tijolos de micélio?
Porque são renováveis, leves, eficientes e reduzem impacto climático — uma escolha que alia técnica, saúde e sustentabilidade.

Adalberto Mendes, un nom qui résonne avec la solidité du béton et la précision des calculs structurels, personnifie l'union entre la théorie et la pratique de l'ingénierie. Enseignant dévoué et propriétaire d'une entreprise de construction prospère, sa carrière est marquée par une passion qui s'est épanouie dès l'enfance, alimentée par le rêve d'ériger des bâtiments qui façonneraient l'horizon. Cette fascination précoce l'a conduit sur la voie de l'ingénierie, aboutissant à une carrière où la salle de classe et le chantier se complètent, reflétant son engagement à la fois à former de nouveaux professionnels et à concrétiser des projets ambitieux.
