Os Franciscanos: Pobreza, Fraternidade e Alegria no Seguimento de Cristo
Nós nos deixamos guiar pela vida de São Francisco. Sentimos a força da pobreza escolhida, vivemos a fraternidade nas partilhas do dia a dia e celebramos a alegria que brota do seguimento de Cristo. Neste texto, exploramos a origem e a fundação na Idade Média, as fontes e regras, a prática comunitária, a oração e a leitura bíblica, a simplicidade no cotidiano, a missão aos pobres, o caminho da vocação e o amplo legado social e cultural. Este é um mergulho sobre Os Franciscanos: Pobreza, Fraternidade e Alegria no Seguimento de Cristo.
Principais Aprendizados
- Escolhemos a pobreza como caminho de amor.
- Vivemos em fraternidade, mãos dadas no caminho.
- Encontramos alegria nas coisas simples do dia.
- Partilhamos tudo e cuidamos uns dos outros.
- Seguimos Cristo com humildade e esperança viva.
Origem dos franciscanos
Os Franciscanos nascem de um sonho de renovação espiritual na Itália medieval. Seguimos a trilha de São Francisco de Assis, que viu na pobreza e na humildade um caminho para encontrar Deus no cotidiano. A fé, quando simples, prática e próxima das pessoas, transforma vidas. A origem dos franciscanos é uma resposta de amor que se espalha quando escolhemos viver com menos para que outros possam ter mais de vida. A missão é anunciar o Evangelho com gestos concretos e palavras que tocam o coração. Origem histórica dos Franciscanos e início.
Callout: A origem dos franciscanos ensina que a verdadeira reforma começa no coração simples e na prática do amor ao próximo.
Vida de São Francisco de Assis
São Francisco de Assis é a bússola que guia o nosso caminho de fé simples. Ele viu Deus presente na beleza do mundo, nos animais, nos pobres e na alegria de cantar. Sua vida mostra que a fé não é apenas palavra bonita, mas ação diária: renunciar, cuidar, partilhar. A prática de Francisco era ouvir o chamado de Cristo e responder com vida simples, pedindo para viver como os pobres para que a mensagem de Jesus chegue a todos. Sua alegria nasce da comunhão com a natureza e com os irmãos, na oração e no serviço. Nossa fé ganha cor quando imitamos esse amor contagiante, que se espalha como risos que aliviam o peso do dia a dia.
Blockquote: “É na simplicidade que encontramos a força da fé.” — uma lembrança de que o grande pode nascer do pequeno, quando feito com amor.
Vida e missão franciscana em Portugal
A fundação e a expansão no século XIII marcaram uma época de renovação entre as paredes das igrejas e as praças das cidades. A ordem prometeu viver o Evangelho de forma radical, porém acessível. Iremos em frente com a prática da pobreza, pureza e obediência, atendendo aos oprimidos e criando comunidades que vivem o que ensinam. Normas como o voto de pobreza e a vida em comum ajudaram a manter o equilíbrio entre ideal e prática, mostrando que a fé pode transformar a sociedade. A coragem de abrir novas casas era também a coragem de abrir novas formas de amar.
Fontes históricas e regras
Fontes históricas — registros, cartas, biografias e relatos missionários — moldaram a identidade franciscana. A Regra de 1209, entre outras, destaca pobreza, fraternidade, missão e obediência. Elas funcionam como bússolas, não muros, mantendo o rumo mesmo em tempos difíceis. Essas regras orientam a vida em comunidade, promovem uma pastoral flexível: onde há fome, há alimento; onde há dor, há consolo. A vida de São Francisco se revela como mapa prático para transformar fé em ações que mudam o mundo.
Elementos-chave
- Voto de pobreza: viver sem bens pessoais, compartilhando com os pobres.
- Fraternidade: viver em comunidade para apoiar uns aos outros.
- Missão: anunciar o Evangelho em qualquer lugar, especialmente entre os pobres.
- Obediência: submeter-se às regras da ordem e à vontade de Deus.
Pobreza evangélica como escolha
A pobreza evangélica não é falha, mas escolha consciente que aponta para Deus acima das posses. Simplificar a vida abre espaço para a mensagem de Cristo brilhar com clareza. A pobreza funciona como bússola, mantendo-nos firmes no essencial, evitando desperdícios e ensinando a valorizar pequenas bênçãos. Em vez de acumular coisas, acumulamos tempo para servir, orar e cuidar. A pobreza evangélica não é fuga do mundo, é encontro honesto com ele, confiando mais no Santo que nos sustenta do que no que guardamos.
A simplicidade não é austeridade vazia; é convite para viver com propósito. Ao reduzir luxos, ganhamos liberdade para investir em quem precisa, em comunidades e em projetos de caridade. A pobreza transforma hábitos: o consumo vira escolhas que valorizam tempo, paciência e presença. Compartilhando pouco, descobrimos que o muito cresce quando é partilhado.
Quando olhamos para a Bíblia e os ensinamentos da Igreja, a pobreza cristã é viver junto de Jesus, que nasceu entre os pobres e cuidou deles. Riqueza não é saldo na conta, mas coração generoso: partilhar, perdoar e celebrar a vida do outro. Cada dia torna-se oportunidade de fortalecer a fé e transformar o entorno com gestos simples, poderosos.
Callout: A verdadeira riqueza está em deixar espaço para Deus agir, mesmo quando escolhemos menos para ter mais de Cristo.
Votos de pobreza e seu significado
Fazemos votos de pobreza como sinais vivos do nosso foco em Deus. Esses votos não são contratos com a falta, mas promessas de priorizar o necessário, manter a fraternidade e preservar a humildade diante de Cristo. Ao escolher esse caminho, abrimos mão de acumular para nós e abrimos espaço para a partilha: alimentos, tempo, conhecimento, apoio emocional. Os votos lembram que a vida não é medida por posses, mas pela disponibilidade de coração para amar sem exigir retorno.
O significado aparece nas escolhas diárias: dividir o que temos, apoiar quem está em necessidade e manter menos egocentrismo. Os votos ajudam a manter o foco: servir, orar juntos, caminhar em humildade. Não é rejeição do mundo, é viver com menos distrações para que Cristo seja o centro. Cada recusa ao consumo fácil reforça a confiança na Providência, fortalecendo a comunidade. E, no fim, descobrimos que compartilhar gera alegria, fraternidade e força para seguir adiante.
Blockquote: “A pobreza, bem vivida, não prende a vida, ela a liberta para Deus e para o próximo.”
Pobreza como testemunho cristão
Nosso testemunho de pobreza é uma linguagem de amor que o mundo entende sem palavras. Viver com pouco mostra que a fé não depende de conforto, mas do que oferecemos aos outros: tempo, escuta, mãos que ajudam. O testemunho é honesto: não fingimos perfeição, apenas afirmamos nossa dependência de Deus. Nas comunidades, isso aparece em gestos diários: partilha de refeições, voluntariado, apoio aos que sofrem e alegria de dar o melhor de nós sem esperar retorno.
A pobreza como testemunho é contagiante. Quando muitos escolhem o mesmo caminho, a comunidade cresce em empatia e solidariedade. Quem observa percebe a presença de Deus no simples ato de dividir o que temos. Essa prática pública inspira outras pessoas a repensarem hábitos, mostrando que é possível viver bem com menos, desde que haja compromisso com o bem do próximo e com o reino de Deus. Em cada comunidade surgem redes de apoio, partilhas de recursos e a alegria que nasce do reconhecimento de irmãos e irmãs em Cristo.
Callout: Quando o nosso modo de viver aponta para Cristo, a pobreza se torna sinal de fé operante, não de privação vazia.
Prática comunitária da pobreza
Na prática comunitária, colocamos a pobreza em ação: partilha de recursos, ajuda mútua e um estilo de vida que evita o desperdício. Em rodas de partilha, aprendemos a ouvir, conversar com paciência e agir com responsabilidade. Pequenas ações — cozinhar para quem está sozinho, doar roupas em bom estado, apoiar projetos locais — transformam cada casa num espaço de acolhimento e cada encontro numa celebração de solidariedade.
A prática fortalece a fé coletiva. Não caminhamos sozinhos: somos um corpo que se sustenta. Quando alguém precisa, a resposta vem do ato concreto de estender a mão. Seguimos o chamado de Jesus: cuidar dos pequenos, dos aflitos e dos esquecidos. A convivência cresce pela partilha: dividir não é apenas o pão, é o tempo, o esforço e as preocupações. A prática diária transforma convivência em escola de paciência e solidariedade.
Aspectos da prática
- Partilha de recursos: doamos com dignidade e sem julgamentos.
- Voluntariado: tempo dedicado a servir em paróquias, casas de acolhimento e projetos sociais.
- Apoio mútuo: rede de suporte entre famílias, amigos e vizinhos em momentos de crise.
Callout: Somos fortalecidos quando entendemos que a partilha é a forma prática de exercer o mandamento do amor ao próximo.
Fraternidade cristã na vida comum
A fraternidade deve permear o dia a dia, não apenas os momentos litúrgicos. Cozinhar, limpar, cuidar dos filhos ou ajudar um vizinho revela que a fé caminha conosco. A rotina é a oportunidade de praticar o amor aprendido nas Escrituras, transformando pequenas ações em gestos de cuidado. Cada gesto simples é um elo que fortalece a comunidade, porque a verdadeira fraternidade se revela na constância do bem.
Apesar dos erros, a convivência fraterna nasce do respeito, da escuta e do desejo de caminhar juntos. A alegria pode nascer de partilhas simples: uma refeição compartilhada, uma palavra de consolo, um ombro amigo. A fraternidade não é pedir menos, é oferecer mais de si.
Callout: A prática diária da fraternidade nasce do cuidado com os menores detalhes do convívio. Pequenos gestos viram grandes sinais de amor.
Oração litúrgica e convivência fraterna
Ao nos reunirmos para orar, criamos um espaço de encontro onde cada voz importa. A liturgia aproxima corações e transforma a prática em convivência: cantos, leituras e silêncios revelam o respeito pela presença de Deus e pelo próximo. Mantemos um ritmo simples, para que a fé não se perca no ruído do dia a dia. A oração deixa de ser ato isolado e vira prática contínua que sustenta a vida.
A convivência se alimenta do respeito às diferenças, da paciência com as falhas e da alegria das conquistas comuns. Partilhar não é apenas dividir o pão, mas dividir o tempo, o esforço e as responsabilidades. A oração dá coragem para permanecer juntos em momentos de cansaço.
Callout: A liturgia não é apenas rito; é oração em movimento que ilumina nossas ações diárias.
Partilha de bens e responsabilidades
Partilhamos o que temos porque entendemos que tudo é dom. Não se trata apenas de dividir recursos, mas de repartir tarefas que mantêm a vida em ordem: quem cozinha, quem busca os filhos, quem cuida dos idosos. Esse modo de vida cria uma rede em que ninguém fica sozinho com o peso dos problemas. E a clareza das regras evita magoas e fortalece a confiança. A prática de dividir o alimento, o tempo, o esforço e as preocupações transforma a convivência numa escola de paciência e solidariedade.
Callout: Somos fortalecidos quando entendemos que a partilha é a forma prática de exercer o mandamento do amor ao próximo.
A construção do vínculo fraterno
O vínculo fraterno se fortalece quando caminhamos juntos, respeitando diferenças e perdoando com frequência. Cada experiência compartilhada é uma pedra na parede que nos une. Guardamos espaço para a alegria coletiva: risos, celebrações simples e a certeza de que, juntos, somos mais fortes.
Pensamos a convivência com escuta atenta, críticas recebidas com humildade e conselhos dados com compaixão. A fé se torna prática quando expectativas viram ações de cuidado e serviço. Assim, a fraternidade se transforma em vida cotidiana, uma casa onde o calor do amor de Deus aquece a todos.
- Ouvir com paciência
- Perdoar rapidamente
- Celebrar vitórias comuns
- Partilhar responsabilidades
- Orar juntos regularmente
Alegria no seguimento de Cristo
A alegria no seguimento de Cristo não é emoção passageira, mas presença que transforma cada passo. Caminhar com Cristo dá cor, propósito e um ritmo que acalma a ansiedade. A fé revela-se como promessa de que Deus está conosco mesmo nos dias cinzentos. A alegria não depende de circunstâncias, mas da certeza de sermos amados e chamados.
A alegria cresce quando abraçamos a cruz com coragem, não como fuga, mas como encontro com quem somos diante de Deus. Cada gesto simples — uma oração, uma palavra gentil, um ato de serviço — tece uma tapeçaria de esperança. Juntos, cultivamos essa alegria diariamente, compartilhando com quem nos cerca.
Callout: A alegria no seguimento de Cristo é uma escolha diária que se reconstrói a cada gesto de fé.
Alegria como fruto da fé viva
A fé viva é a raiz da alegria. Quando a fé se mostra em ações, a alegria brota de dentro para fora. Não é fingimento; é autenticidade. Quando perdoamos, ajudamos e esperamos com paciência, a alegria mostra que a fé está viva. Pequenos gestos tornam-se sinais de que o amor de Deus já chegou ao coração.
Expressões litúrgicas e populares
As expressões litúrgicas são sinais vivos da alegria da fé. Cânticos, leituras, sacramentos e a vida simples do povo mantêm a fé próxima e humana. A liturgia encontra a vida cotidiana quando a alegria se reflete em gestos de acolhimento e em palavras de esperança. Assim, a fé transforma pequenas ações em grandes gestos de cuidado.
Callout: A liturgia não é apenas rito; é oração em movimento que ilumina nossas ações diárias.
Testemunho alegre na missão
Na missão, a alegria torna-se testemunho que inspira outros. Não precisamos de grandes gestos; a constância, a compaixão e a autenticidade bastam. Um sorriso, uma ajuda prática, uma presença fiel falam mais alto do que palavras. Quando compartilhamos esse testemunho, mostramos que a vida pode transformar a vida de alguém, repetindo o chamado a amar sem condições.
Callout: Testemunhar com alegria é fazer da vida uma prece em ação, onde cada ato de bondade responde ao Chamado de Cristo.
Tabela: Pontos-chave sobre Alegria no Seguimento de Cristo
| Tema | Nível de prática | Dicas rápidas |
|---|---|---|
| Alegria como fruto da fé viva | Médio a alto | Cultive gestos simples de amor e paciência. |
| Expressões litúrgicas e populares | Médio | Participe, cante, acolha; leve para casa o que aprende. |
| Testemunho alegre na missão | Alto | Sirva com constância; compartilhe a fé com ações. |
Os Franciscanos: Pobreza, Fraternidade e Alegria no Seguimento de Cristo
Espaço dedicado para reforçar o tema central: Os Franciscanos: Pobreza, Fraternidade e Alegria no Seguimento de Cristo.
Espiritualidade franciscana e Bíblia
Abrimos a Bíblia com olhos franciscanos: simples, buscando a presença de Deus em tudo e em todos. A espiritualidade franciscana convoca à humildade, ao serviço aos irmãos e à alegria que brota mesmo nas dificuldades. A Bíblia torna-se companheira de viagem, iluminando o caminho com misericórdia, mansidão e coragem. Levar para a vida cotidiana o que aprendemos na Escritura significa praticar a simplicidade, reconhecer o valor de cada pessoa e cuidar da criação.
Textos bíblicos centrais para os franciscanos
O Sermão da Montanha, o nascimento de Jesus e o mandamento do amor orientam a prática diária da pobreza evangélica com alegria, liberdade e responsabilidade. A Virgem Maria, modelo de humildade, mostra como acolher a vontade de Deus com coragem. Profetas defendem os pobres e convocam à prática de ajudar, ouvir, perdoar. A leitura bíblica, quando orientada pela misericórdia, transforma atitudes diárias para que a fé se traduza em ações concretas.
Lectio divina e prática de oração
A Lectio divina convida a um encontro lento com a Palavra: leitura, meditação, oração e contemplação que guiam ações. Podemos reservar momentos curtos de leitura, silêncio e ação: perguntar o que Deus quer de nós hoje e escolher um gesto concreto de amor.
Leitura bíblica orientada pela misericórdia
A misericórdia guia cada passo da leitura. Ouvir sem julgar, perdoar sem condições, compartilhar sem contabilidade rígida tornam a Bíblia um convite para agir com compaixão. Pequenos gestos — conversa paciente, mão estendida, silêncio respeitoso — tornam a graça presente no cotidiano.
Simplicidade evangélica no cotidiano
Viver com menos para o essencial brilhar. A simplicidade é uma prática que liberta, reduz dívidas e facilita obras de caridade. Valorizamos o essencial: Deus, família e comunidade. As escolhas diárias sustentam a fé, com pratos compartilhados, roupas consertadas e doações regulares.
Estilo de vida e escolhas materiais
Priorizamos o essencial com qualidade duradoura. Reduzimos o consumo, reciclamos e apoiamos produtores locais. Cada decisão revela amor ao próximo e à criação. Evitamos desperdícios alimentares, planejamos compras e reutilizamos sobras.
Sustentabilidade e respeito à criação
Cuidar da criação é uma oração prática. Plantar, reciclar, reduzir plástico e apoiar iniciativas locais mostram o compromisso com a vida em todas as suas formas.
Simplicidade como serviço ao próximo
Servir é transformar o recanto em abrigo de esperança: ouvir sem pressa, oferecer ajuda sem perguntas. Cada gesto simples é semente de fraternidade que revela a presença de Cristo.
Missão franciscana e serviço aos pobres
A missão é caminhar junto dos pobres, oferecendo não apenas ajuda material, mas esperança que transforma. O serviço aos pobres é a respiração do evangelho, uma prática que revela a dignidade humana e reforça a alegria de partilhar. Nossa vocação é acolher, ouvir, caminhar com quem precisa, e tornar real a presença de Cristo entre os vulneráveis.
Obras sociais e atenção aos vulneráveis
Nossos projetos nascem do desejo de tocar a vida de quem precisa com mãos firmes e corações abertos. A atenção aos vulneráveis — crianças, idosos, pessoas com deficiência, trabalhadores em situação de rua — é prioridade. Parcerias locais, transparência e avaliação garantem que o serviço seja digno e eficaz.
Pastoral, hospitais e iniciativas educativas
A pastoral conecta fé e vida cotidiana: visitas a hospitais, comunidades e famílias com presença silenciosa e oração compartilhada. Iniciativas educativas semeiam curiosidade, respeito e vocação. Programas de educação para famílias, doulas, alfabetização de adultos e capacitação profissional ajudam a construir caminhos de dignidade. Perdão e misericórdia em Assis.
Testemunho missionário no mundo
As jornadas missionárias promovem encontros que transformam quem envia e quem recebe. Em cada país, aprendemos com culturas diversas, respeitamos tradições e compartilhamos uma mesma esperança: que a vida seja mais plena para todos. Pequenos gestos repetidos com amor geram transformação local e global.
Estruturas
- Missão franciscana e serviço aos pobres: caminhar junto aos pobres; dignidade humana; gestos simples de cuidado; alegria de compartilhar.
- Obras sociais e atenção aos vulneráveis: ações práticas; abrigo, alimentação, apoio; parcerias locais; avaliação e transparência.
- Pastoral, hospitais e iniciativas educativas: acolhimento em saúde; educação para família; evangelização respeitosa; ações pedagógicas.
- Testemunho missionário no mundo: encontro intercultural; serviço em ação; lições de humildade; transformação pela fé.
Vocação franciscana e discernimento
Somos chamados a observar a vida de Jesus, à maneira de Francisco de Assis, e a ouvir a voz que nos chama para uma vocação de serviço, oração e comunhão. O discernimento é uma caminhada interior, com pausas de oração, convivência comunitária e orientação espiritual. O objetivo é perceber se a vida franciscana é onde nosso coração encontra abrigo, propósito e alegria. Despertamos para a beleza de viver em comunidade, compartilhando tudo e cuidando uns dos outros como irmãos e irmãs.
Observação: o discernimento se dá ao longo do tempo, com paciência e oração. Ele não se apressa, mas se revela nos momentos em que sentimos o chamado a amar mais, servir mais e entregar-nos sem reservas.
Caminho formativo: postulantado e noviciado
O caminho formativo começa com o postulantado, período de descoberta da vida franciscana, oração diária, vida em comunidade e contato com os pobres. É tempo de discernimento ativo, onde cada experiência ajuda a entender se o coração está alinhado com o projeto de Deus. O noviciado aprofunda a formação, tornando a vida comunitária o espaço de estudo, oração, serviço e simplicidade. É uma escola de humildade, onde aprendemos a viver a pobreza de espírito, a fidelidade aos votos e o amor fraterno. O teste real vem nos momentos de serviço: quem está com quem precisa revela se o chamado franciscano é autêntico.
Acompanhamento espiritual e votos perpétuos
O acompanhamento espiritual facilita a clareza de Deus na vida. Um diretor espiritual ajuda a interpretar sinais, lidar com dúvidas e manter a fé, pois a caminhada vocacional não é solitária. Ao chegar aos votos perpétuos, firmamos o compromisso com pobreza, castidade e obediência, expressão do amor de Cristo na comunidade. A vocação é presença radical entre as pessoas, levando paz, justiça e cuidado com a criação. Retiros, confissões, celebrações litúrgicas e vida comunitária mantêm o coração aberto para a graça de Deus e para o Reino.
Critérios de discernimento vocacional
- Sintam o desejo de caminhar com os pobres e a criação, com coração livre de egoísmo.
- Vivam a simplicidade e a partilha como prática diária.
- Comprometam-se com oração, comunidade e serviço.
- Abram-se à orientação do grupo e da Igreja, aceitando o acompanhamento espiritual com honestidade.
Observação final: o discernimento é uma prática diária de conversão, onde cada experiência aproxima do chamado. A decisão de consagrar a vida ao Senhor traz paz, alegria contínua e a certeza de que, juntos, transformamos o mundo.
Impacto social e legado franciscano
Os Franciscanos deixaram um legado que ainda sentimos hoje: simplicidade, vida em comunhão e cuidado com os pobres moldaram comunidades inteiras. A fé se transforma em ações que aliviam a dor, constroem pontes entre culturas e fortalecem laços de solidariedade. A presença franciscana ensina a respeitar a vida em todas as suas formas, com ações simples que geram impacto profundo. A educação, a saúde e a cultura floresceram sob esse olhar humilde e atento às necessidades reais.
Contribuições na arte, cultura e ensino
Ao longo dos séculos, a ordem incentivou a arte como ponte entre o sagrado e o cotidiano — pintura, escultura, música sacra e arquitetura. A cultura preserva tradições, saberes populares e formatos artísticos que ajudam a manter viva a memória das comunidades. Na educação, fundaram escolas, programas de alfabetização e ações pedagógicas que abriram portas para muitos. A arte e a cultura, sob o carisma franciscano, tornam a fé visível e acessível.
Instituições e presença global dos franciscanos
Nossa presença se estende por muitos continentes, com redes de oração, assistência e educação. Em cidades e zonas rurais, casas frades oferecem abrigo, centros de apoio e espaços de encontro. Projetos internacionais combinam recursos humanos com parcerias locais, fortalecendo educação, saúde e desenvolvimento comunitário. A presença global valoriza o intercâmbio entre culturas, ao mesmo tempo em que mantém a proximidade com as comunidades locais. Vida e missão franciscana em Portugal.
Herança de serviço e inspiração
A herança de serviço é simples, mas profunda: quem serve aprende a reconhecer a dignidade de cada pessoa. A prática inspira novas gerações a encontrar modos próprios de contribuir, mantendo a fé como motor de ação concreta. A mensagem central é que a fé que não transforma a vida real não basta; seguimos enviando sinais de cuidado, partilha e presença entre os vulneráveis.
Contribuições na arte, cultura e ensino (revisitado)
A prática artística e cultural franciscana tornou-se expressão de humildade e serviço. A arte revela a dignidade de cada pessoa, enquanto a educação abre portas para transformar realidades. A música, a literatura e as tradições populares ajudam a construir comunidades inclusivas que dialogam com fé, ciência e cultura.
Instituições e presença global dos franciscanos (reafirmado)
A presença global não substitui a proximidade local. Ao contrário, fortalece-a, permitindo que a fé se manifeste por meio de ações concretas de serviço, diálogo e esperança em várias culturas.
Conclusion
A nossa jornada permanece viva quando abraçamos a Pobreza, a Fraternidade e a Alegria no Seguimento de Cristo. Que cada gesto simples — partilhar o pão, ouvir com paciência, servir com alegria — seja uma oração em movimento que cura, une e transforma comunidades inteiras. A vocação não é fuga do mundo; é presença humilde entre ele, uma oportunidade de cuidar da criação, erguer pontes de justiça e irradiar a alegria que habita nossos corações. Que a prática diária de simplicidade, discernimento e perseverança fortaleça os laços de fraternidade e torne cada casa um sinal do amor de Deus em ação. Que a alegria que brota do seguimento de Cristo permaneça fonte inesgotável para quem cruza o nosso caminho, iluminando o mundo com gestos de cuidado e com a coragem de amar sem pedir nada em troca.
Que os Franciscanos: Pobreza, Fraternidade e Alegria no Seguimento de Cristo continue a guiar gerações, tecendo uma herança de serviço que ultrapassa fronteiras, inspira comunidades e transforma vidas.
Adalberto Mendes, un nom qui résonne avec la solidité du béton et la précision des calculs structurels, personnifie l'union entre la théorie et la pratique de l'ingénierie. Enseignant dévoué et propriétaire d'une entreprise de construction prospère, sa carrière est marquée par une passion qui s'est épanouie dès l'enfance, alimentée par le rêve d'ériger des bâtiments qui façonneraient l'horizon. Cette fascination précoce l'a conduit sur la voie de l'ingénierie, aboutissant à une carrière où la salle de classe et le chantier se complètent, reflétant son engagement à la fois à former de nouveaux professionnels et à concrétiser des projets ambitieux.